Consciência do Bem e do Mal
No que a gente pensa, no que é, no que vamos deixando aos poucos… eu fico aqui nessa dúvida.
Há algo de bom nesse movimento de ir, mesmo que aos poucos. Vou vasculhando dentro de mim, me enfiando em ideias, como quem tateia no escuro tentando se elevar. Vou passando por lugares internos, tentando compreender esse todo que vive em mim — essas forças, esses hábitos, essa sensação de que tudo, de alguma forma, vai melhorando… porque pode melhorar.
Somos essa coisa extraordinária. Um dia sim, outro não. E talvez essa seja a base da existência.
Fico por aqui, olhando para dentro, fazendo acontecer. Porque agora, neste momento, nesta manhã, eu simplesmente sou. E isso faz com que todo o meu corpo veja — veja em silêncio que existe.
Não sei medir em porcentagem a vida. Não sei dizer quanto é. Só sei que sinto. Só sei que estou. E isso basta.
Está tudo bem. Eu estou bem.
Eu sou vida. Eu ouço. Os sons chegam, e tudo está calmo. Porque a vida de quem está em paz… ela é calma. Ela flui.
E isso nos coloca nesse estado de compreensão com o nosso próprio ser. Fazemos planos, entendendo que nem todos os dias serão assim — e nem precisam ser.
Porque só reconhecemos o bem quando já conhecemos o mal. E quando estamos mal, sabemos que o bem existe.
E está tudo bem.
Porque isso é a vida.
Isso é a nossa existência.
Nosso estado vital.
30/05/26
Manhã


Comentários
Postar um comentário