Um dia inventado

                      Um dia inventado






Eu me sentei e olhei o horizonte... Eu era eu ali, tão eu, que qualquer coisa seria possível dentro da minha condição favorável de ser quem sou. Eu era, e isso não interessava aos outros — apenas a mim, o que era uma dádiva dos deuses: sermos sem nos tornarmos objeto dos desejos alheios.

Talvez eu tenha batalhado inconscientemente por isso, e hoje colho os louros da minha independência. Eu podia abrir os braços e sentir a vida — algo caro, que poucos, ou quase ninguém, conseguem adquirir — e, para mim, era gratuito ser eu.


                         

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