Prima Aristéia Mendes




         Fernandópolis, 24 de abril de 2006.

Olá, Eduardo. Quanto tempo, hein? Como você está? Como estão as coisas por aí em Araçatuba?
Aqui em Fernandópolis, estou bem. Minha vida é um pouco corrida, mas já me acostumei. Tenho aula o dia inteiro, das oito da manhã às seis da tarde. Moro sozinha; eu mesma lavo, cozinho e passo. Às vezes é tão corrido que não tenho tempo nem de almoçar. Mas essa correria já está quase no fim, pois neste ano termino a faculdade de Medicina Veterinária.
Lembro-me de quando você ia para a fazenda nas férias. Era muito divertido. E você, continua escrevendo?
Toda vez que leio as lindas histórias bíblicas, lembro-me de você, pois sei que você gosta muito de ler. De todos os livros que já li, nenhum se compara com a Bíblia. Sabe por quê? Porque é o livro de Deus.
Você já parou para pensar como a Bíblia foi escrita? Ela foi escrita por cerca de 40 homens ao longo de um grande período. Muitos desses homens não se conheciam, moravam em países diferentes e viveram em épocas distintas. Jeová escolheu pessoas simples para escrever sua Palavra: desde pecadores e pastores de ovelhas até advogados, médicos e reis. Ainda assim, tudo o que escreveram se complementa e está em harmonia. Isso porque não escreviam o que queriam, mas o que Jeová queria, pois eram movidos pelo Espírito Santo.
O primeiro livro da Bíblia nos diz como surgiram os problemas da humanidade. O último revela que a Terra inteira se tornará um paraíso. Seu conteúdo abrange milhares de anos de história, e todas as partes têm relação com a realização do propósito de Deus.
Além disso, a Bíblia é cientificamente exata. Contém informações muito à frente de seu tempo. Quando havia ideias erradas sobre o formato da Terra, a Bíblia já se referia a ela como um círculo (Isaías 40:22). Também dizia com precisão que a Terra está suspensa sobre o nada (Jó 26:7).
A Bíblia é também historicamente exata e confiável. Seus relatos são específicos e, em muitos casos, incluem não só o nome das pessoas, mas também de seus antepassados, datas, locais e governantes da época. Diferente de historiadores seculares, que muitas vezes omitiam os defeitos de seu povo, os escritores bíblicos foram francos, registrando até mesmo suas próprias falhas. No livro de Números, por exemplo, Moisés admitiu seu próprio erro, pelo qual foi severamente repreendido (Números 20:12).
A Bíblia também é um livro de profecias. Se Jeová cumpriu suas promessas no passado, temos todos os motivos para confiar que cumprirá também sua promessa de uma Terra paradisíaca (Apocalipse 21:3, 4; Salmo 37:9-11; Números 23:19). De fato, temos a esperança da vida eterna, que Deus, que não pode mentir, prometeu (Tito 1:2).
Eduardo, escreva contando as novidades. Vou ficando por aqui. São tantas coisas para dizer, mas o tempo é curto.
Um grande abraço,
sua prima,
Aristeia Mendes.

Comentários

Postagens mais visitadas