Inflo os meus pulmões e, a cada piscar, vou me inserindo conforme estudo todas as minhas esperas. Qual será o meu próximo projeto? Estou no aguardo de curtir a sensação de uma existência que clama por alguma razão de ser. Sigo fazendo como manda o meu jeito simples de continuar; sou eu, no meu mais puro gesto de ir me refazendo.
Houve um tempo em que o fato de apenas existir me colocava no pedestal da minha equivalência de ser. Ando pelas ruas do meu imaginário de sair, catando os sonhos que enfeitei com tudo o que eu tinha. Que maravilhoso é poder contar com os meus segredos! Eles me dão esse contato, essa necessidade que me traz calma e ânimo. Fazem-me ser aquele passarinho que simplesmente está em seu galho, saudando o seu majestoso dia e curtindo a natureza tal qual ela se apresenta, no seu natural de ser.
Sou eu, olhando pelos meus buracos mágicos e enxergando a minha paz espiritual. Sinto-me, agora, feliz por realizar feitos literários. Quando me dei por perdido, rapidamente e em situações cômodas, fiz o serviço de casa. Estudei como seguir sem esse estresse do dia a dia que nos coloca para baixo. É preciso sonhar e planejar cada passo a seguir.
Estou no comando do meu existir. Estou criando todos os meus encantos e seguindo livremente como o homem que sabe, instintivamente, que seu caminho é livre para estar sorrindo por dentro, criando a sua própria peregrinação. Agora, fico apenas me observando em um olhar interno, querendo, sim, portar o tempo e vendo nisso a total liberdade de continuar por si só — de estar conosco mesmos.
Já, já, haverá essa abertura de asas para sair e curtir esse vento suave que vem nos tanger para onde for. Para onde eu for, olharei meus caminhos sorrindo, de coração apaziguado. Estou no tempo em que me coloquei: quero ser aquele de outrora dentro do hoje. Aquele lá atrás, que sorria com firmeza; esse sempre fui eu mesmo.
Estou aqui, experimentando essa nova história com elementos modernos que me tornam possível neste espaço tão sonhado. Estou no meu viver


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