Ele é feio, sim. Bonito não é. É aquele tipo de gente que usa todos os artifícios para chamar a atenção, para ser olhado, admirado. Justo ele, um sujeito tão calado, querendo atenção no seu jeito de vestir, no seu estilo. Isso é um grito: "Olha eu aqui, existo! Estou aqui também, sim, com certeza". Todos esses aparatos são para chamar a atenção, e não me diga que não.

Eu sei muito bem que você se veste assim para afirmar a existência física, já que a da alma... não sei, não. O importante para você é parecer, e não ser. E o espaço de alguém "descolado", conhecedor das coisas, alguém "legal"? Dentro da sua pessoa tem um breu — e você me falou sobre isso, não com essas palavras, mas é o que estou dizendo.

Você é feio. Não esteticamente. Você é feio por não ser um ser humano real. Ignora isso... não é nada bonito. Justo você, que se dizia sensibilizado a mim? Você não se sensibilizou. Acho que nem um pouco. Logo eu, que só queria (e quero) o seu bem. Querer o seu bem não era "moral" para você, não é?

Diga: se fosse um outro alguém, que você admira, que lhe convém... aí sim, você estaria grato por essa pessoa querer o seu bem. E podia ser que a deixasse ir até você, e a recíproca seria verdadeira.

Eu, pobre de mim... estou me desvalorizando. Colocando você acima de mim? Hoje não. Sabe que existe a lei do retorno, e ela é implacável, principalmente com pessoas de corações duros, incapazes de retribuir algo positivo quando se trata de alguém. Ou quando não se manifesta nenhum interesse, colocando-se acima. E você deve ser colocado acima de mim? Junto?

Você, que conhece os meus sentimentos, sabe que somos iguais. Você deveria aceitar, respeitar e se sentir bem com isso. Porém, sua frieza na época... me deixando enviar mensagens e ignorando a minha verdade. Tanto que, nas últimas, tive que mentir só para tranquilizá-lo em relação à minha pessoa. E na última mensagem, em que eu dizia o quanto significou o nosso encontro como amigo... você não respondeu mais. Nem para agradecer. Você encerrou por ali as minhas mensagens e, até hoje, quase dois anos depois, não obtive resposta.

Aquilo foi uma ofensa. Não foi? Mas tudo bem. Explica tudo. Eu ainda vou te entender, mesmo.

(23/04/2026)

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